Brandon Sanderson é o mestre das tramas entre os autores de fantasia contemporânea. No volume final de Mistborn, Sanderson supreende fechando todas as tramas desenvolvidas no primeiro e no segundo volume da trilogia. É impressionante como todas as pistas dos mistérios do mundo de Mistborn foram salpicadas ao longo de mais de quatro mil páginas.

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No terceiro volume da trilogia, Sanderson surpreende mudando radicalmente a estrutura da narrativa, e revelando novos mistérios e variações do intrincado sistema de magia do cenário de Mistborn. O tom é totalmente apocalíptico e apesar de ser um enorme volume, a narrativa é tão boa e intrigante que é impossível parar de ler.

Vários temas da trilogia, como a questão da fé versus o ceticismo, confiar nos outros versus sobrevivência pessoal, situações extremas colocando aliados e amigos em lados opostos de um conflito são realçados nesse livro final. Outros temas abordados são as consequências da liderança e a importância de qualquer tipo de ação, por menor que ela seja, em busca de um bem comum.

O estilo narrativo continua simples e direto, que é a marca registrada de Sanderson. É uma simplicidade que engana, os temas são profundos e os protagonistas e personagens principais tridimensionais, com conflitos internos que os deixam mais próximos ao leitor. O resultado é que Sanderson possui uma enorme legião de fãs; pela internet é fácil encontrar cosplays da personagem Vinn, por exemplo.

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Uma das partes que mais gostei de Sanderson é o modo como ele trata de personagens femininas. Normalmente autores de fantasia medieval tem dificuldade de criar personagens femininas realistas, carregando demasiadamente em alguma característica. Ou a personagem é “sedutora”, ou “feminina” demais ou é uma “durona”, etc. Muitas das nuances que aparecem em personagens masculinos normalmente se perdem nos personagens femininos. Sanderson é o oposto disso, sua Vinn é fantástica, uma das personagens mais fascinantes que já vi na literatura de fantasia (e na literatura em geral). Ela possui várias facetas, é paranóica devido a ter crescido nas ruas, porém luta para superar essa característica, criando um arco de personagem muito interessante.

O clímax da história é fantástico, como sempre Sanderson sabem como fechar um livro como ninguém. Aliás, uma das dicas que achei fantástico nessa trilogia é o modo como Sanderson organizou os livros: cada volume contém uma história fechada, porém interligada entre si. Isso deixa a experiência de leitura mais interessante e, ao meu ver, fez com que cada livro funcionasse melhor, unificando a temática e aumentando o impacto emocional da narrativa.

Fica a recomendação, Mistborn é doidimais! 🙂

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