O site O Escriba Encapizado ( http://escribaencapuzado.wordpress.com ) me convidou a alguns meses atrás para fazer parte de sua fantástica série de artigos “7 coisas que aprendi”, onde escritores passam dicas com bases em suas experiências ao escrever seus livros. Eu fiquei muito feliz e honrado com o convite! O meu texto pode ser lido por completo nesse link: http://escribaencapuzado.wordpress.com/2013/07/12/7-coisas-newton-rocha/

Todos os textos da série podem ser lidos nesse link ! Vou colocar a primeira parte das minhas “7 Coisas que Aprendi” aqui, e se vocês gostarem, leiam o texto inteiro lá no Escriba Encapuzado! E vamos escrever porque escrever é DOIDIMAIS!

Café é o Melhor Amigo do Escritor!
Café é o Melhor Amigo do Escritor!

Explicação do projeto “7 Coisas que Aprendi” tirada do site:

Em uma iniciativa conjunta entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje. Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Seguem as 3 primeiras dicas, leia o resto nesse link!

  1. Mostre o que acontece ao invés de resumir!

    Essa é a regra básica da literatura contemporânea, o famoso “show, don’t tell” repetido infinitamente nos livros americanos de dicas para escritores. Eu gosto de traduzir essa frase para “mostre, não resuma”, que fica melhor do que “mostre, não narre”, pelos problemas do significado de narrativa no português.

    Aprender essa regra foi vital para minha evolução como escritor. Quando “mostramos” o que acontece em uma história, o leitor fica muito mais engajado na leitura. “Mostrar” significa colocar o leitor na pele do protagonista, dentro dos acontecimentos, que são narrados em “tempo real”, ou seja, um evento após o outro.

    Quando “resumimos”, fazemos um sumário do que aconteceu em determinado ponto na história. Os “sumários narrativos” são importantíssimos para unir cenas, dar prosseguimento na história e resumir eventos que não seriam interessantes de serem “mostrados”, de serem narrados momento a momento.

    O resumo narrativo uma ferramenta, mas não pode ser a parte principal de uma narrativa, é como um cimento que usamos para colar uma cena ou uma sequência de cenas a outra. Esse cimento ajuda a dar plausibilidade na narrativa, explicar o cenário, o contexto, etc., mas, para um romance contemporâneo comercial, o resumo narrativo deveria ser usado esporadicamente.

  2. Descubra que tipo de escritor você é.

    Existem várias maneiras de escrever um livro. Você pode improvisar a história à medida que escreve e editar e reescrever depois de tudo pronto, escrever improvisando em um dia e editar no dia seguinte para continuar a história, planejar e sumarizar a história inteira antes de começar a escrever a primeira versão, entre outros métodos de criação.

    Cada escritor possui a sua maneira própria e pessoal de escrever, e uma das tarefas mais difíceis é encontrar qual é a mais apropriada para você. Quando usamos um modo de criação que não encaixa com a nossa própria natureza, escrever vira um martírio.

    A minha sugestão é experimentar com as mais variadas formas de se escrever um livro até você encontrar o modo que funciona. No meu caso, quando crio contos e histórias pequenas, sigo mais a linha do “improvisador”, escrevendo a história sem nenhum planejamento prévio e reescrevendo várias vezes até chegar a um formato final.

    Ao escrever livros, inicialmente comecei a usar a mesma técnica que usava para contos, com resultados desastrosos. Depois de mais de 100 mil palavras escritas no modo “improvisador”, vi que um livro é muito diferente de escrever contos. Eu precisava se uma maneira mais eficiente, as narrativas do meu livro improvisado explodiram para as mais variadas direções.

    Eu teria que reescrever diversas vezes aquelas 100 mil palavras, sem ter certeza que teria um livro prestável no final. Na verdade ao improvisar, criei vários livros ao invés de um. Para evitar isso, resolvi aproveitar algumas das tramas e desenvolver uma nova estratégia para escrever livros.

    Hoje em dia, eu me considero um “planificador-improvisador”, crio primeiro um sumário curto da história, depois crio os personagens (com biografias, características psicológicas, ideias para a trama do livro, etc.). Depois volto para o sumário e vou expandindo-o, introduzindo novas tramas, novos personagens, indo e voltando tanto no sumário narrativo do livro quanto no meu guia de personagens, referências, etc.

    Tela do Scrivener, um ótimo programa para planejar,escrever e revisar livros.