Alguns fimes que assisti recentemente, com minhas impressões! 🙂 Depois de alguns pedidos de leitores, fiz um sistema bem toscão e totalmente subjetivo para as minhas resenhas! 😀

Nota 0 – Péssimo! Não assista de jeito nenhum! Só se for trash, mas aí 0 é 5!
Nota 1 – Ruim! Assista só para dizer que viu e não gostou!
Nota 2 – Bom! Rola assistir, por diversão, não espere muita coisa!
Nota 3 – Muito bom! Acima da média, boa diversão, recomendado!
Nota 4 – Fodásico, você tem que ver, é muito massavéio , muito bom mesmo!
Nota 5 – Obra Prima, fodásico e massavéio doidimais! Um clássico!

Whiplash – Em Busca da Perfeição, 2014. Dir. Damien Chazelle – Adorei o filme, roteiro minimalista, tão sem gordura quando o J.K. Simmons (quero chegar aos setenta que nem esse cara, tá interaço, véio, malhadão!). Muito bom, direito ao ponto, já na primeira cena o roteiro mostra sobre o que é o filme, um crescendo de tensão até o clímax, como um solo de bateria de jazz. É um filme bem pessoal e dramático e aborda a questão clássica entre os artistas obcecados pela fama: até que ponto você está disposto a ir para se tornar um dos “grandes”? Essa questão é misturada com outra, “até que ponto você está disposto a pressionar alguém para além dos seus limites, e é ético fazer isso?” Recomendo! Nota 4

Nightcrawler (O Abutre), 2014 – Jake “Donnie Darko” Gyllenhaal fantástico nesse filme sobre jovem que descobre o submundo do jornalismo de Crime de Los Angeles, onde vale tudo para conseguir uma filmagem bem sangrenta de crimes e acidentes. Fiquei besta com o roteiro, bem imprevisível e cheio de tensão. O filme mistura humor negro, psicopatia midiática e tem um climão anos 80 por causa da total amoralidade dos protagonistas e o clima de competição sem limites pela audiência. Jake Gyllenhaal está fantástico, merecia um oscar pela sua representação Lou Bloom, um psicopata para Dexter nenhum botar defeito. Fotografia impecável, trilha com toques de post-rock do James Newton Howard, e um roteiro de mestre, com muita tensão. A sequência final é fantástica! Recomendo! Nota 4

I Origins, 2014 – Dir. Mike Cahill – Curti demais esse filme, uma quase ficção científica muito bem feita, com muitoa emoção. Um filme sobre a complexa relação entre fé e ciência dentro de uma história de amor. Muito bom, final emocionante e uma trilha sonora bem viajante, com direito a uma música do Radiohead. Recomendo! Nota 3

Life Itself, 2014 Dir. Steve James – Um documentário sobre Roger Ebert, provavelmente um dos críticos de cinema mais famosos da história do cinema.

Sou fã do Roger Ebert, sempre visito o RogerEbert.com para ler suas críticas, ele tem uma escrita fantástica, ao mesmo tempo acessível e sofisticada, muitas vezes poética. O documentário é muito bom, tocante, e, como diz no título, é mais sobre a vida em si do que sobre filmes, ou melhor sobre filmes e a vida e tudo o mais.

Uma fala maravilhosa do Ebert que escutei nesse filme grudou no meu cérebro, segue a tradução aqui embaixo e o original mais embaixo ainda:

“Todos nós nascemos com um certa bagagem. Nós somos o que somos: o lugar onde nascemos, quem somos ao nascer, como fomos criados. Estamos, de certa forma, presos dentro dessa pessoa, dessa identidade, e a finalidade da civilização e de seu desenvolvimento é nos possibilitar estender a mão e empatizar um pouco mais com as outras pessoas. E, para mim, os filmes são como uma máquina que gera empatia. Eles nos permitem entender um pouco mais sobre esperanças, aspirações, sonhos e medos diferentes dos que temos. Eles nos ajudam a nos identificarmos com pessoas que estão aqui, compartilhando a jornada da vida conosco.”

“We all are born with a certain package. We are who we are: where we were born, who we were born as, how we were raised. We’re kind of stuck inside that person, and the purpose of civilization and growth is to be able to reach out and empathize a little bit with other people. And for me, the movies are like a machine that generates empathy. It lets you understand a little bit more about different hopes, aspirations, dreams and fears. It helps us to identify with the people who are sharing this journey with us.”

Concordo completamente, Mr. Ebert! Nota 4

E vamo que vamo! 😀

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