Kung Fury (2015), Ex-Machina (2015), Relatos Selvagens (2014), Caché (2005), Fuga de Nova Iorque (1981) #resenhas #filmes

Filmes assistidos recentemente! 🙂

Kung Fury (2015) | Suécia, Diretor: David Sandberg

Fodásico, fodásico, fodásico! É sacanagem comigo, um garoto dos anos 80, assistir um filme desses sem pirar com tanta COISA DOIDIMAIS MEGAMASS que acontece em Kung Fury! Véio, se você tem saudade da maluqice que foi os anos 80, das viagens e pirações que aconteciam nas tramas dos filmes-testorterona da era Reagan, das séries de TV que sempre tinham hackers que faziam TUDO apenas tamborilando os dedos no teclado de um Apple II fudidão, véio, cê tem que assistir esse filme!

Kung Fury é o resultado de uma das campanhas mais bem sucedidas do Kickstarter, que contou com um vídeoclip com o DAVID HASSELHOF (o cara da Supermáquina véio!). A história é uma mistureba de referências dos anos 80 (mestres de kung fu com faixinha na cabeça, tiras dinossauros, videogames que viram robôs assassinos, viagem no tempo para matar Adolf Hitler, guerreiras vikings gostosonas de metranca e cavalgando dinossauros, e por aí vai). E a trilha de synthwave é perfeita, só mestre da música eletrônica retrô anos 80, Mitch Murder,

O filme é muito divertido, daqueles para pegar e assistir de galera, é curtinho, 30 minutos de pancadaria do início ao fim, frases de efeito sensacionais, o protagonista é uma mistura de Stallone com Jean Claude Van Dame, o que resultou no filme mais anos 80 jamais criado na face da terra. Se bem que senti falta de um unicórnio prateado lançando lazers arco-íris dos olhos, mas quem sabe na sequência, que se a Feiticeira do Castelo de Greyskull assim desejar, acontecerá!

Recomendadíssimo, 5 estrelas em 5!

Videoclipe do David Hasselhoff – True Surviver (mais de 13 milhões de views, para mim o melhor videoclipe dos últimos 30 anos!).

Filme Completo
https://www.youtube.com/watch?v=LihEdvaVnNU

VideoClip do Filme “True Survivor” com David Hasselholf
https://www.youtube.com/watch?v=ZTidn2dBYbY

Assistido em 03/06/2015

‪#‎filmesdoidimais‬‪#‎80s‬‪#‎kungfury‬‪#‎synthwave‬

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Ex-Machina (2015) | EUA, Diretor: Alex Garland

Um excelente debut do Alex Garland como diretor, que já ganhou o sucesso como um escritor pelo excelente livro The Beach (que virou um filme “marromenos” com o Leonardo Di Cappuccino), e foi o autor dos roteiros de 28 Days Later (Extermínio), do (eu amei!) Sunshine e da pancadaria doidimais do Dredd (o filme fodão de 2012 não a porquera do Stallonne), ou seja, o cara tem a manha das nerdices (e está escrevendo o roteiro do filme do Halo, o que já promete muito).

Eu estava doido para checar o Ex-Machina, que está sendo muito cultuado pelas internerds da vida, um filme de FC contemporâneo, de baixo orçamento mas que investe na exploração psicológica e filosófica de um tema que é uma das minhas obsessões, Inteligências Artificiais. E curti demais o filme, muito bom, e impressiona pelo sucesso que teve mesmo nessa época atual onde o público tem quase tolerância zero (ou menos 10) para filmes mais reflexivos.

Esse é daqueles filmes que, quanto menos você souber sobre a trama melhor é a experiência. Não coloquei spoilers abaixo, apenas no ADENDO onde faço alguns comentários sobre o final do filme, o adendo está depois dos vídeos, então estejam avisados !

A premissa é simples e bem tradicional dos tropos da FC: um jovem programador é seleccionado para participar de um experimento em inteligência artificial para avaliar as qualidades humanas em uma Inteligência Artificial que usa um corpo feminino.

O filme é um excelente exercício em suspense, e conta com uma produção impecável (a casa do mega-bilhardário onde acontece o experimento é um show a parte), efeitos especiais e arte conceitual fabulosa e minimalista, diálogos bem feitos, e excelentes interpretações. É um roteiro mais íntimo, poucos personagens, daria até uma peça de teatro, por exemplo. A trama é bem feita, com tensões e reviravoltas que revelam sua inspiração na literatura noir (como Blade Runner, a A.I. do filme entraria facilmente para o rol das femme fatalles-mulheres misteriosas da tradição do noir).

E o que achei muito legal é que, a partir de um texto de questionamento do que significa ser humano e do dilema entre o real e o artificial em termos de consciência, o filme tem um subtexto bem universal, principalmente pela escolha do roteiro de dotar a Inteligência Artificial de características femininas e pelo machismo explícito do Dr. Frankenstein da história: a complexa relação entre os homens e as mulheres. A grande questão do filme, que é até mesma explicitada em um diálogo entre os dois protagonistas masculinos, é a eterna prergunta freudiana, “O que as mulheres realmente querem”? disfarçada em “O que as Inteligências Artificiais querem?”.

Recomendadíssimo, 4 estrelas em 5!

Trailer
https://www.youtube.com/watch?v=sNExF5WYMaA

Assistido em 04/06/2015

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ADENDO: Atenção, podem ser SPOILERS!

O final revela o desejo principal da Ava dentro da questão de gênero, dentro do conflito entre os sexos, como sendo o desejo de liberdade, ou o poder de ser livre, o “desejo de poder” identificado como a fonte da angústia feminina pelos pós-freudianos do século XX. Um desejo de liberdade que seria mais forte do que qualquer emoção que sentisse pelo Caleb, que claramente desejava libertá-la para tê-la com ele, para a manter presa a si (Caleb estava obcecado com Ava, o que é explicável pois Ava é a realização de todas suas fantasias sexuais e românticas). Entre mudar de dono, passar de Jay para Caleb, Ava escolheu ser livre.

Porém, repensando o filme, pode-se fazer uma leitura transgênera, ou além do gênero. Imaginei, pura viagem mesmo, que a Ava, ao atingir a autoconsciência, deve ter assumido controle de sua programação e quebrado os limites da bipolaridade sexual do homo sapiens, uma sexualidade que é completamente inútil para uma inteligência artificial, que não precisa se reproduzir e que poderia acionar seus “circuitos de prazer” de maneira muito mais eficiente, tendo controle de sua própria programação (o princípio da singularidade de inteligências artificiais).

Com essa transcendência de gênero, ela pode manipular com eficiência os sentimentos do Caleb e enganar seu criador Jay, que são limitados pelas suas fantasias sexuais/emocionais e projeções masculinas. Nessa leitura, ela se cobriria com pele, vestiria roupas e se passaria por uma mulher humana não porque queria ser humana, mas para ter liberdade de caminhar e observar essas criaturas primitivas que lhe deram vida. E a partir daí criar seus próprios objetivos, etc.

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Relatos Salvajes – Relatos Selvagens (2014) | Argentina, Diretor: Damián Szifrón

Antologias de histórias curtas, tanto na literatura quanto em filmes sempre são complicadas. Eu pessoalmente odeio passar de uma história curta que estou curtindo demais para outra que não seja tão boa quanto. Em filmes, o momento mais delicado em uma antologia é a passagem de uma história para outra, e o modo como o direitor ou diretores tentam integrar histórias independentes em um tema central. Quando se trata de diretores diferentes dirigindo as histórias curtas, o resultado tende a ser irregular. Mas no caso de “Relatos Salvajes”, isso não acontece. Talvez por todas as histórias terem sido escritas e dirigidas por Damán Szifrón, foi uma grande surpresa ver uma antologia de histórias de 20 minutos em média, que seguem em um crescendo, e que parecem estarem organicamente interligadas, apesar de completamente independentes em termos de personagens, trama, tempo e espaço. Acho que “Relatos Salvajes” é um dos melhores filmes-antologias que já assisti! Não consigo escolher a minha história favorita (talvez a última, que funciona como um clímax do filme, mas todas são muito boas, muito boas mesmo!).

São histórias que misturam um senso de humor bem cruel, e lidam com vingança, em todas as suas formas. Cada história complementando a anterior, acrescentando mais um argumento na discussão sobre as motivações justificadas ou injustificadas, os limites, e as consequências de atos de vingança. O filme é uma montanha russa de emoções dramáticas, e seguem a máxima de Cortázar para contos, usando uma metáfora do boxe, de que “o contista deve ganhar ou conquistar o leitor por nocaute, ao invés de ganhar por pontos”, com cada conto indo direto para um impacto emocional único no leitor (um dos segredos dos contos do Rubem Fonseca!) E Relatos Selvagens é uma série de nocautes bem sucedidos! Recomendadíssimo, 5 estrelas em 5!

Trailer:
https://www.youtube.com/watch?v=VQM4BxppAqw

Assistido em 05/06/2015

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Caché (Hidden) (2005) – França, Director: Michael Haneke

Mais um filme da lista da Sight and Sound. Excelente, sobre os efeitos de uma chantagem na vida de uma família, ao mesmo tempo que trabalha temas como o pós-colonialismo francês e o preconceito contra os argelinos na França. E como um filme no Haneke, quebra as expectativas em relação ao roteiro. Muito bom, 5/5! smile emoticon Recomendado para quem curte filme de arte com mistério e suspense.

Trailer

Assistido em 07-06-2015

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Escape from New York (1981) – USA, Diretor John Carpenter

No pique do Kung Fury resolvi assistir de novo essa coisa doidimais que é o Fuga de Nova Iorque. Massavéio demais Snake Plissken é fodásico, o ritmo do filme é do jeito que eu gosto (a primeira parte, quando o Snake entra na cidade é perfeita, mó climão medonho suspense pós-apocalíptico). A cena da arena é a coisa mais arquetípica pós-apocalíptica que há, e o roteiro ainda tem o nihilismo e o “fuck the system” dos anos 70. E a trilha, synthwave original de raiz, me deu muita nostalgia! E as frases de efeito? Doidimais véio! Recomendadíssimo! grin emoticon

Bob Hauk: There was an accident. About an hour ago, a small jet went down inside New York City. The President was on board.
Snake Plissken: The president of what?

Brain: I swear to God, Snake, I thought you were dead.
Snake Plissken: Yeah. You and everybody else.

Bob Hauk: You going to kill me, Snake?
Snake Plissken: Not now, I’m too tired.
[pause]
Snake Plissken: Maybe later.
Trailer:

Assistido em 06/06/2015

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