Snakewood – Adrian Selby,Viriconium – M.John Harrison e Sharp Ends – Joe Abercrombie!|NITROLEITURAS #resenhas #fantasia

Nesse NITROLEITURAS trago minhas resenhas de Snakewood de Adrian Selby, Sharp Ends do Joe Abercrombie, e o clássico da “weird fiction” Viriconium de M.John Harrison!


SnakewoodSnakewood by Adrian Selby
My rating: 4 of 5 stars

Snakewood – Adrian Selby | 2016, Orbit, 432 páginas | NITROLEITURAS #fantasia #fantasiabrutal #fantasialiterária | Nota 4 em 5

SNAKEWOOD de Adrian Selby é uma fantasia brutal ou “grimdark fantasy” que busca expandir os limites do gênero e aposta em uma forma mais fragmentária e “literária” de narrativa.

O mundo descrito em SNAKEWOOD é impressionante, e o que mais me chamou atenção nesse livro. O cenário segue a linha de fantasia brutal, de um mundo povoado por humanos, porém, esse é um mundo repleto de plantas venenosas e narcóticas, cujas combinações, feitas por uma espécie de Druida de combate, servem para dar poderes sobre humanos para guerreiros, apesar de deixá-los viciados e com efeitos colaterais terríveis.

A trama segue uma narrativa de vingança. Um assassino misterioso está matando membros de um grupo de mercenários famosos, anos depois deles terem se aposentado, e deixando uma moeda negra sobre os cadáveres. Através da narrativa de diversos personagens, o leitor começa a desvendar o mistério por trás desses assassinatos, ao mesmo tempo em que explora o mundo brutal e bizarro de SNAKEWOOD.

A leitura é mais desafiadora do que a prosa tradicional da fantasia contemporânea, com múltiplos pontos de vista narrativos em primeira pessoa. É o mesmo formato de livros como Robopocalipse e Guerra Z, mas aplicado na fantasia brutal.

Por algumas resenhas que li no Goodreads, muitos leitores não se acostumaram com esse estilo fragmentário, porém, como eu sou leitor velho de guerra, acostumado com literatura experimental, gostei muito dessa estrutura mais ousada.

Para quem for ler, a dica é “aguentar as pontas” na primeira metade do livro, pois a narrativa aos poucos concentra-se nos personagens mais relevantes e, a partir da segunda metade, muitas informações que antes estavam confusas começam a se clarificar.

E o clímax no final vale a pena, brutal, sangrento e emocionante!

Quanto aos personagens, bem, esse é um livro de fantasia BEEEEM brutal mesmo, só anti-heróis e vilões, crueldade para todos os lados, torturas, bandidagens, traições, etc. O livro é tão sombrio e cruel que chega ao nível da trilogia Prince of Nothing, do R. Scott Baker, que era a coisa mais brutal e sombria que já tinha lido até agora.

Recomendado para quem curte literatura de fantasia brutal com uma pegada mais literária e experimental. E quem curte mundos de fantasia bem originais!

Nota 4 em 5!

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ViriconiumViriconium by M. John Harrison
My rating: 4 of 5 stars

Viriconium (Viriconium #1-4) – por M. John Harrison, Introdução de Neil Gaiman | 500 páginas, Spectra 2000 | #fantasia #newweird #newwave #ficçãocientífica #literário

Decidi ler VIRICONIUM por ser um CLÁSSICO no New Weird, que inspirou a trilogia Bas-Lag do China Miéville, além de ser citado por TODO MUNDO da fantasia contemporânea! E, vééeio, o livro merece a reputação de obra prima que tem!

SINOPSE
Essa edição especial de Viriconium reúne todas as histórias de Harrison sobre a surreal cidade do final-dos-tempos, Viriconium, o império que surgiu depois do ocaso das Afternoon Cultures. Contém histórias e aventuras que lidam com os bizarros habitantes de Viriconium, sua arte, suas lendas e sua conexão com um mundo agonizante.

A coleção começa com “The Pastel City,” na qual duas rainhas, Methvet Nian and Canna Moidart, batalham pelo controle do império de Viriconium, e onde Lorde Tegeus-Cromis e os últimos sobreviventes de sua ordem de super-guerreiros lutam em nome de Methvet Nian contra os bárbaros do norte e os terríveis geteit chemosit, autômatos assassinos reminiscentes dos Afternoon Empires.

Em “A Storm of Wings,” o grande piloto e guerreiro dos ares Benedict Paucemanly retorna da lua, trazendo atrás de si uma invasão de criaturas que parecem gafanhotos humanóides, que vindo das estrelas para destruir os reinos humanos de Viriconium.

A história final conecta Viriconium com o nosso mundo através de espelhos e das narrativas daqueles que viajaram para Viriconium e retornaram transformados e insanos.

Harrison criou em Viriconium uma história épica e cativante, além de fazer parte da primeira geração da literatura chamada de New Weird.

O livro traz uma introdução de Neil Gaiman, um grande admirador da obra de Harrisson.

HISTÓRIAS REUNIDAS EM “VIRICONIUM”
The Pastel City, 1971 (novel)
A Storm of Wings, 1980 (novel)
In Viriconium, 1982 (novel)
The Lamia & Lord Cromis, 1971 (short story)
Viriconium Knights, 1981 (short story)
The Luck in the Head, 1984 (novelette)
Strange Great Sins, 1983 (short story)
The Lords of Misrule, 1984 (short story)
The Dancer from the Dance, 1985 (short story)
A Young Man’s Journey to Viriconium, 1985 (short story)

RESENHA

VIRICONIUM é uma viagem surreal e impressionante, e Harrisson é um mestre “Weird Fiction”, a tradição literária originada nos trabalhos de Lovecraft e Clark Ashton Smith.

Cheguei a VIRICONIUM através do China Miéville, que idolatra o M. John Harrison. E notei como a “Cidade de Tons Pastéis” influenciou MUITO a trilogia Bas-Lag de Miéville.

A prosa de M. John Harrison é bem literária, complexa e poética, justificando sua fama de um “escritor lido por escritores” de fantasia.

VIRICONIUM não é uma fantasia tradicional, o grande trunfo dessa coletânea de romances interligados pela “Cidade de Tons Pastéis” é a sensação de estranheza e a impressionante criatividade do M. Jhon Harrison. A quantidade de ideias fantásticas por frases é tão grande, que me lembrou a “prosa concetrada de significado” da Clarice Lispector.

A sensação do leitor é de desorientação e assombro. Os persoangens, a trama, o cenário tem algo de onírico, algo de horrendo, e tudo de bizarro. Ou seja, é DOIDIMAIS VÉÉÉÉIO!

O tema que unifica a mistura bizarra de fantasia e ficção científica é a falta de materialidade naquilo que chamamos de realidade. O mundo de VIRICONIUM é mutante, e a cada cena, novas camadas de complexidade são adicionadas, fazendo que nenhum lugar, cena, personagem, descrito seja o mesmo quando revisitado depois.

É como uma mistura de Lovecrat, Clark Ashton Smith com o Moebius da Garagem Hermética e do Major Fatal, com uma boa dose das pirações lisérgicas do Michael Moorcock e seu Elric!

O efeito da leitura é hipnótico e bizarro, como se VIRICONIUM fosse um texto vindo de uma outra dimensão, com uma sociedade absurda e incompreensível.

Recomendo para leitores que gostam de desafios e de confrontar com algo bem original, que não se dobra para nenhuma das convenções da fantasia tradicional.

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Sharp Ends (First Law World, #7)Sharp Ends by Joe Abercrombie

My rating: 4 of 5 stars

Sharp Ends – Joe Abercombie

Uma coletânea de contos de fantasia brutal, ou “grimdark” que se passam no cenário da trilogia Primeira Lei (First Law), com personagens dos livros anteriores de Joe Abercrombie. Doidimas véio, histórias de bandidagem, cheias de humor negro e narrativas bem originais para o gênero da Fantasia Brutal.

SINOPSE
De New York Times bestselling autor, Joe Abercrombie, vem uma coleção de premiado curta ficção definido no mundo da Primeira Lei.

Um bastardo bonito: O exército da União pode estar cheio de bastardos, mas há apenas um grande o suficiente para pensar que ele pode salvar o dia sozinho quando os Gurkish vêm chamando: o incomparável Coronel Sand dan Glokta.

Feito um monstro: Depois de anos de derramamento de sangue, o chefe idealista Bethod está desesperado para trazer a paz para o Norte. Só resta um obstáculo – seu próprio campeão lunático.

Small Kindnesses: As esperanças de Shevedieh, a melhor ladrão em Westport, de voltar a fazer o crime, desmoronam quando ela encontra um enorme bêbado dormindo em sua porta. Fazer a coisa certa sempre vem a um preço …

The Fool Jobs: Curnden Craw foi enviado com sua dúzia para recuperar uma coisa além do Crinna. Um pequeno problema. Ninguém parece saber o que é a coisa.

Saltando Cidade: Shevedieh e Javre, aventureiros mal combinados, encontram-se forçados a fugir outro desastre auto-feito.

Inferno: “Eu vi o inferno, e é uma grande cidade sitiada.” A queda de Dagoska através dos olhos de um jovem acólito.

Companhia de dois: Javre, leoa de Hoskopp, funciona em Cracknut Whirrun em uma ponte sobre um canyon remoto. Shevedieh pode persuadir qualquer um desses orgulhosos heróis a se afastar?

Lugar errado, tempo errado: Três espectadores não inteiramente inocentes são sugados para o caos da vingança de Monzcarro Murcatto.

Alguns Desperado: Não há honra entre os ladrões quando o fora da lei Smoke se encontra sendo caçado por seus próprios camaradas.

Ontem, perto de uma aldeia chamada Barden: o observador real Bremer dan Gorst relata ao rei em outra escaramuça feia pouco como o verão morre no norte.

Três é uma multidão: É um homem tolo que rouba do melhor ladrão na Estíria, e quando Horald o dedo rouba seu amante, é hora para Shevedieh parar de funcionar e começar a lutar. Para aqueles que trabalham nas sombras, porém, poucas coisas são sempre tão bem como parecem …

Liberdade: Ser um relato absolutamente verdadeiro da libertação da cidade de Averstock das garras da incorrigível ameaça rebelde pelo famoso Nicomo Cosca.

Tough Times all over: Tudo o que Carcolf quer é levar seu pacote daqui para lá, mas na cidade de neblinas e sussurros, há sempre uma dúzia de outros bandidos com suas próprias idéias.

Sharp Ends combina histórias publicadas anteriormente, premiadas com novos contos exclusivos. A violência explode, a traição abunda, e as palavras são tão mortíferas quanto as armas na galeria deste rogue de side-shows, back-stories, e terminações afiadas do mundo da Primeira Lei.

RESENHA
Um livro obrigatório para os fãs de Joe Abecrombie, pois trazem de volta muitos dos personagens mais legais dos livros anteriores do mundo da Primeira Lei. Glokta, Nicomo Cosca, Bloddy Nine, etc, ressurgem nesses contos muito divertidos.

O livro tem treze histórias que delineiam mais ainda o universo da Primeira Lei, muitas revisitando cenas e narrativas dos livros anteriores, mas em um novo ponto de vista, normalmente de personagens coadjuvantes.

A grande força da prosa de Abercrombie é em seus personagens, que são muito bem construídos. Os diálogos são sensacionais, em um estlo Tarantinesco misturado com fantasia brutal medieval.

Recomendadíssimo para fãs de Fantasia Brutal!
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