Seguindo na leitura da série The Expanse do James S.A. Corey, que é o pseudônimo usado por colaboradores Daniel Abraham e Ty Franck. O primeiro e último nome são tomadas a partir de Abraão e nomes do meio de Franck, respectivamente, e SA são as iniciais de filha de Abraham. E que final! 🙂 Recomendadíssimo a saga inteira, para quem curte ficção científica militarista, que mistura pulp com hard e pseudo hard science fiction, estilo Hollywood blockbuster mas com cérebro!

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Cibola Burn (Expanse, #4)Cibola Burn by James S.A. Corey
My rating: 3 of 5 stars

Cibola Burn (The Expanse #4) – James S.A. Corey | Orbit, 2014 | 583 pgs | Lido de 26 de Janeiro até 31 de Janeiro de 2017. | Nota 3.5 em 5

Um bom episódio da série em termos de criação de mundos, pelo fato de introduzir uma pergonagem feminina cientista bem interessante, mas com uma trama muito previsível, que tirou um pouco da minha diversão.

SINOPSE
Os portões estelares abriram o caminho para milhares de planetas habitáveis, e busca por novos mundos começou. Colonos seguem para novos planetas natais como uma horda descontroladas. Entre eles, o Rocinante, que segue em sua investigação sobre o que destruiu a grande sociedade intergaláctica que construiu os portais estelares e a protomolécula.

Mas Holden e sua tripulação também devem lidar com as crescentes tensões entre os colonos e a empresa que detém a alegação oficial para o planeta. Ambos os lados vão fazer de tudo para defender o que é deles, mas quando uma catástrofe horrenda acontece apenas Holden – com a ajuda do detetive fantasma Miller – é capaz de descobrir a cura.

RESENHA
CIBOLA BURN tem uma trama que mistura de aventura de fronteira, como um faroeste no espaço, onde o Capitão Holden e cia. se envolvem em uma disputa entre uma corporação versus colonos no primeiro planeta “estilo terra” além do sistema solar. Uma aventura tensa, com ótimos momentos de ação, mas com uma certa previsibilidade que me incomodou.

A trama continua boa, mas, devido ao efeito “Gary Sue” do protagonista, que, virou um personagem que todos dizem que é inteligente, maravilhoso, bonzão, o herói que salva todo mundo, etc. acabei desenvolvendo uma antipatia que atrapalhou um pouco a leitura. O excesso de melodrama nesse episódio, que tem uma família chatérrima de vitimas feitas para servir de elemento de empatia para os personagens fixos da saga, também não ajudou muito.

Mesmo a técnica de “put a lamp on”, ou seja, mostrar pela narrativa a consciência dos autores do uso de clichês para tentar anular o efeito dos clichês não funcionou muito dessa vez.

E seu eu escutar mais uma vez esse papinho de “good guys” versus “bad guys”, argh! Em uma narrativa onde TODO MUNDO é assassino, mata, atira, etc. véeééio, só mesmo um escritor americano se preocupa com essa coisa de “ah, mas nós somos os good guys”, “será que eu deixei de ser um “good guy”?”,etc. Guerra é guerra, todo mundo é “bad guy”, o que varia é a intensidade da crueldade e da monstruosidade de cada um. Mas é um ponto de vista gringo, que, mesmo depois de tanta desgraça no século XX (vietnã, iraq, etc.) ainda aparece em narrativa militarista. Achei bem bizarro, comparado com uma noção mais multiculturalista apresentada na série (Belters, etc.). Parece que os dois escritores ainda tinham dúvida se escreviam uma obra mais contemporânea ou mais esquema pancadaria tosqueira pulp. 🙂

Dito isso, a construção de mundo continua sensacional. O mundo alienígena descrito e o mistério por trás da saga continua me instigando a leitura. Os dramas politicos continuam bem realistas, e quando chega as cenas de ação e desespero, a saga Expanse volta a brilhar.

Como um “toldo” 🙂 a série The Expanse brilha mais quando abraça as raízes pulps do gênero da ópera espacial pseudo-hard, e patina quando tenta incorporar algo mais “literário” na narrativa. Mas estou gostando muito de um modo geral, e recomendo a série.

Apesar de um clímax bem legal e de uma personagem feminina cientista muito show, esse volume me passou uma impressão de “filler”. Recomendado para quem já leu os outros livros, mas imagino que os três primeiros fecham bem a saga em uma trilogia. Vou ler os próximos dois livros porque sou “completista”, e porque, segundo a Clarice, temos que “ir até o fim” em tudo que fazemos! 😀

E vamo que vamo para o próximo!

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Nemesis Games (Expanse, #5)Nemesis Games by James S.A. Corey
My rating: 4 of 5 stars

Nemesis Games – James S.A. Corey | Orbit 2015, 536 pgs | Lido de 01/02/17 a 02/02/17 | Nota 4 em 5

A série The Expanse volta a sua boa forma nesse quinto volume, muito doidimais! As tensões da sociedade solar chegam ao seu ponto máximo com um ataque terrorista ABSOLUTAMENTE SEM NOÇÃO DE TÃO MASSAVÉIO!

SINOPSE
O quinto romance de James S.A. Corey da série Expansão.

Um portal estelara para infintios mundos semelhantes com a terra se abriram e a maior corrida de colonização da história da humanidade começou. Após onda e ondas de colonos saindo dos planetas e estações do sistema solar, as antigas estruturas estão entrando em colapso.

Naves estão desaparecendo sem deixar vestígios. Exércitos privados estão sendo formados secretamente. A única amostra de protomolécula restante foi roubada. Ataques terroristas anteriormente considerados impossíveis deixam os planetas internos de joelhos. Os pecados do passado contra os Belters irão cobrar um preço terrível.

Com uma nova ordem humana está lutando para nascer em sangue e fogo, James Holden e a tripulação do Rocinante devem lutar para sobreviver!

RESENHA

Como escrevi na resenha do CIBOLA BURNS, o vol 4 da série Expanse, quando os escritores Daniel Abraham e Ty Franck assumem a parte mais pulp e thriller da narrativa, o lance fica muito bom! E em Nemesis Games, apesar de um começo meio lento, quando as coisas começam a acontecer, o bicho pega véééééio!

Dessa vez o foco narrativo passa para os personagens coajduvantes, e a narrativa só ganhou com isso. Tirando que sou fanzaço do Amos Burton (Dexter versão espacial) e da Avarasala, que mandaram muito bem nesse volume.

NEMESIS GAMES aborda temas bem contemporâneos, como a inevitabilidade do terrorismo em um mundo de imensa desigualdade social e econômica, o que deu um toque realista e multicultural para os tropos (estruturas narrativas) tradicionais da ópera espacial militarista.

O clímax do livro é SEM NOÇÃO DE DOIDIMAIS, e me deixou ansioso para ler o vol.6, já sentindo aquela deprê pré-fim de série de livros doidimais.

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The Vital Abyss (Expanse, #5.5)The Vital Abyss by James S.A. Corey
My rating: 4 of 5 stars

Uma excelente noveleta, talvez a melhor da série, com a narrativa em primeira pessoa de um dos cientistas sociopatas da protomolécula. Excelente história, considero obrigatória para curtir mais o universo de The Expanse.

E vamo que vamo para o Babilon’s Ashes – The Expanse #6!

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Babylon's Ashes (The Expanse, #6)Babylon’s Ashes by James S.A. Corey
My rating: 4 of 5 stars

Babylon’s Ashes (The Expanse #6) – James S.A. Corey | Orbit, 2016, 538 pgs | Lido de 3 de Fevereiro de 2016 à 5 de Fevereiros de 2016 | Nota 3.8

Um excelente final da segunda trilogia da série The Expanse!

SINOPSE
A Marinha Livre – um grupo violento de belters em navios militares no mercado negro – paralisou a Terra com um ataque devastador e começou uma campanha de pirataria e violência entre os planetas exteriores. As naves de colonização que se dirigem para os mil novos mundos do outro lado dos portal estelar alienígena são presa fácil, e nenhuma força policial espacial é forte o suficiente para protegê-los.

James Holden e sua equipe conhecem os pontos fortes e fracos desta nova força melhor do que ninguém. Em menor número e desarmados, os restos dos antigos poderes políticos invocam o Rocinante para uma missão desesperada para chegar à estação de Medina, no coração da rede portão.

Mas as novas alianças são tão falhas quanto antes, e a luta pelo poder está apenas começando. À medida que o caos cresce, um mistério alienígena se aprofunda. Frotas piratas, motim e traição podem ser o menor dos problemas da tripulação do Rocinante.

RESENHA
Depois do tenso NEMESIS GAMES, os Corey (o pseudônimo dos autores Daniel Abraham and Ty Franck), onde uma mudança dramática acontece no cenário, BABYLON’S ASHES parece não ter tanta tensão, mesmo contendo as maiores batalhas espaciais, no estilo realista de The Expanse, que não tem muito haver com o que os leitores estão acostumados com batalhas espaciais.

Como toda a série, BABYLON’S ASEHS é mais focado na política espacial entre os diversos grupos que compõe a civilização interplanetária do cenário. Ressalto, o foco principal dos livros, tirando talvez o da Cibola Burnsm é na negociação de diferentes pontos de vista e na criação de consenso, apesar da história sangrenta entre esses grupos.

A ação acontece em função da política, o que dá um realismo social para a série, mas deixa a ação mais “travada”, aconecendo em episódios ao invés de algo mais frenético. Mesmo assim, quando a ação começa, é bem empolgante!

O grande vilão dos últimos dois livros se revelou uma decepção, para mim, entretanto, os temas de guerra, da violência entre povos, do ressentimento entre oprimidos para opressores, e o modo como agirmos mais de acordo com as histórias que criamos sobre as pessoas ou grupos sociais ao invés de considerar a humanidade que temos em comum com todas as demais pessoas do mundo, deu uma profundidade interessante para a narrativa.

Recomendadíssima a série, principalmente para leitores que curtem politicagens bizantinas, e uma descrição mais realista do que poderia ser uma civilização humana interplanetária.

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