NITROBLOG

Blog do Escritor Newton Rocha – Crônicas, Contos,Poesias,Livros, Resenhas Literárias, Serviços de Leitura Crítica

250 Melhores Filmes, Dicas de FIlmes, Dicas de Português, Filmes, Filmes de Horror, Filmes Doidimais, Legião, Legião - Cenário de Campanha, Legião A Era da Desolação, Nitrofilmes, NitroFilmes - Resenhas de Filmes, NitroMovies, Resenhas, Trilogia Legião, Uncategorized

Diário do Marca da Caveira, Filmes e Dicas de Português!| NITRONEWSLETTER #52 #marcadacaveira #legião #olddragon

Nessa Nitronewsletter trago alguns filmes que assistir nas últimas semanas, algumas dicas de português, e um update do meu romance Marca da Caveira!

DIÁRIO do MARCA DA CAVEIRA 13/04/17

Quase terminando a VERSÃO FINAL da Parte 1 do Marca que será disponibilizada para leitura gratuita junto com o lançamento do Legião – Cenário de Campanha, o livro guia do universo do romance!

A última reescrita é o momento onde reforço o tema, melhoro as frases, e ajeito os personagens para que reforcem os arcos da narrativa inteira. São os retoques finais, o que não tira os momentos de recriação, com algumas idéias mais interessantes sendo incorporadas. Esse é uma das técnicas para aumentar complexidade narrativa, escrevendo por camadas consigo colocar novos subtextos em cenas que antes eram mais simples.

Devo enviar para os editores nas próxima semanas, e partir para a versão final da Parte 2 (e 3,4,5,e 6!!!).

E segue um trechinho da parte um, com direito a uma ilustração que me lembra Aesha, a protagonista do Marca da Caveira. E vamo que vamo!

“Só os fortes sobrevivem em Ryanon, e o que era mais forte do que um Marcado? Eles nunca enfrentaram um ser tão poderoso quanto Kronag, não tinham nem experiência e nem armas de nurílion. Não conheciam a extensão de seus poderes, nem tinham tempo de elaborar alguma estratégia que garantisse uma chance mínima de sucesso.
Aesha não acreditava em milagres, e nem mendigaria ajuda para uma deusa tirana como Valedaris, mesmo porque a vaca jamais atenderia um pedido de uma cética como ela.
Seu coração de lagarto lhe ensinara que o universo era indiferente à tudo que nele existia, uma visão que sempre lhe servira, pois lhe dava a liberdade de forjar o próprio caminho.
Mas como ela continuaria a vagar nesse universo indiferente sem Faizal ao lado?”
_ Nazári, preste atenção. _ disse Aesha, apertando o ombro ossudo do velho guerreiro.” Marca da Caveira, Parte 01 – Newton Nitro

aesha


O Discurso Direto e o Discurso Indireto na PROSA! | NITRODICAS

Tipos de Discursos

1. O DISCURSO INDIRETO

• O discurso ou diálogo indireto ocorre quando o narrador utiliza suas próprias palavras para reproduzir a fala de um personagem. Em outras palavras, o narrador é que passa a ser o portador das falas e dos pensamentos das personagens. Por essa razão dizemos, dizemos que esse tipo de discurso ocorre de maneira indireta:
Quando lhe disseram que os sábios desprezam os bens desse mundo, ele perguntou lá do fundo da sala pelo rei Salomão.

Uma senhora interessando-se pela ave, indagou qual era o preço.

Se o discurso fosse direto, ficaria assim:
Quando lhe disseram que os sábios desprezam os bens desse mundo, ele perguntou lá do fundo da sala: — E o rei Salomão.

Uma senhora interessando-se pela ave, indagou:

— Qual é o preço?

• Observa-se, nos exemplos, que a fala das personagens (trechos grifados) foi reproduzida pelo narrador, na 3ª pessoa do singular (ele, ela). Sempre que isso ocorrer, ou seja, a fala da personagem ser reproduzida na 3ª pessoa do singular ou do plural, o discurso será indireto. Observa-se também, que a fala não vem precedida de travessão, nem está entre aspas, mas está inserida no discurso do narrador.
• Ainda nos trechos grifados, a fala é aberta com: ele perguntou…; (ela) indagou…; daí, dizer-se que no discurso indireto as falas abrem-se, geralmente, com o sujeito + o verbo de elocução ou dicendi (perguntou, indagou), seguido da fala da personagem, que completa o significado do verbo. Observe este outro exemplo:
Carlota, que estava ao meu lado, observou que, afinal, eu não tinha motivo para deixar de atender ao pedido de Mère Blandine […]. (Ciro dos Anjos).

Observação: Se você ainda não sabe o que é um verbo dicendi ou de elocução, clique neste link: O Discurso Direto.

2. O DISCURSO INDIRETO LIVRE

• O discurso indireto livre é um tipo de discurso misto, em que se associam as características do discurso direto e do indireto.
• Dos três tipos de discursos, esse é o mais complicado. O que ocorre, nesse caso, é que a fala interior da personagem (as emoções, as ideias, os sentimentos, as reflexões) insere-se na em meio à fala do narrador de forma sutil, causando certa confusão em relação a quem está se pronunciando (ele ou a personagem). Portanto, na maioria dos casos, desaparecem os verbos de elocução, travessão, dois pontos, enfim, os sinais de pontuação. Além disso, esse tipo de discurso é mais frequente com o foco narrativo na 3ª pessoa:
Como nas noites precedentes, uma fila de agricultores se formou na porta de uma padaria e o padeiro saiu a informar que não havia pão. Por quê? Onde estava o pão? O padeiro respondeu que não havia farinha. Onde então estava ela? Os agricultores invadiram a padaria invadiram a padaria e levaram o estoque de roscas e biscoitos, a manteiga e o chocolate. (Garcia de Paiva. Os agricultores arrancam paralelepípedos.)

• No fragmento apresentado o autor reproduz a conversa entre um grupo de agricultores e um padeiro. Nas duas falas do padeiro temos o discurso indireto (… o padeiro saiu a informar que não havia pão. / O padeiro respondeu que não havia farinha.). Quando o narrador reproduz a fala dos agricultores, o faz da mesma forma com o qual eles se expressaram; o que constitui uma característica do discurso direto. Neste caso, tanto o discurso indireto, quanto o direto, não utilizam a pontuação tradicional do discurso. Mas há o emprego do verbo de elocução ou discendi (informar e respondeu).
• Temos, assim, uma estrutura de diálogo, em que se misturam formas do discurso direto e do indireto, criando consequentemente um modo de escrita intermediária entre eles: o discurso indireto livre. Eis outro exemplo:
Sinhá Vitória desejava possuir uma cama igual à de seu Tomás da bolandeira. Doidice. Não dizia nada para não contrariá-la, mas sabia que era doidice. Cambembes podiam ter luxo? E estavam ali de passagem. Qualquer dia o patrão os botaria fora, e eles ganhariam o mundo, sem rumo, nem teriam meio de conduzir os cacarecos. (Graciliano Ramos. Vidas Secas.)

• Nesse fragmento, o narrador nos fala do que estava pensando o personagem Fabiano a respeito do sonho de sua mulher a Sinhá Vitória. Mas, como a narrativa não vem marcada pelo verbo de elocução, nem pelos dois pontos e travessão, a fala do narrador, em certos trechos, confunde-se com a de Fabiano.


Plural dos substantivos compostos | NITRODICAS

Na formação do plural dos substantivos compostos pode ocorrer:

  • a flexão dos dois elementos que formam a palavra;
  • apenas a flexão do primeiro elemento que forma a palavra;
  • apenas a flexão do segundo elemento que forma a palavra;
  • a não flexão dos elementos, que se mantêm invariáveis.

Flexão dos dois elementos

Nos substantivos compostos formados por palavras variáveis, especialmente substantivos e adjetivos:

  • segunda-feira – segundas-feiras;
  • matéria-prima – matérias-primas;
  • couve-flor – couves-flores;
  • guarda-noturno – guardas-noturnos;
  • primeira-dama – primeiras-damas.

Nos substantivos compostos formados por temas verbais repetidos:

  • corre-corre – corres-corres;
  • pisca-pisca – piscas-piscas;
  • pula-pula – pulas-pulas.

Nota: Nestes substantivos também é possível a flexão apenas do segundo elemento: corre-corres, pisca-piscas, pula-pulas.

Flexão apenas do primeiro elemento

Nos substantivos compostos formados por substantivo + substantivo em que o segundo termo limita o sentido do primeiro termo:

  • decreto-lei – decretos-lei;
  • cidade-satélite – cidades-satélite;
  • público-alvo – públicos-alvo;
  • elemento-chave – elementos-chaves.

Nota: Nestes substantivos também é possível a flexão dos dois elementos: decretos-leis, cidades-satélites, públicos-alvos, elementos-chaves.

Nos substantivos compostos preposicionados:

  • cana-de-açúcar – canas-de-açúcar;
  • pôr do sol – pores do sol;
  • fim de semana – fins de semana;
  • pé de moleque – pés de moleque.

Flexão apenas do segundo elemento

Nos substantivos compostos formados por tema verbal ou palavra invariável + substantivo ou adjetivo:

  • bate-papo – bate-papos;
  • quebra-cabeça – quebra-cabeças;
  • arranha-céu – arranha-céus;
  • ex-namorado – ex-namorados;
  • vice-presidente – vice-presidentes.

Nos substantivos compostos em que há repetição do primeiro elemento:

  • zum-zum – zum-zuns;
  • tico-tico – tico-ticos;
  • lufa-lufa – lufa-lufas;
  • reco-reco – reco-recos.

Nos substantivos compostos grafados ligadamente, sem hífen:

  • girassol – girassóis;
  • pontapé – pontapés;
  • mandachuva – mandachuvas;
  • fidalgo – fidalgos;

Nos substantivos compostos formados com grão, grã e bel:

  • grão-duque – grão-duques;
  • grã-fino – grã-finos;
  • bel-prazer – bel-prazeres.

Não flexão dos elementos

Em alguns casos, não ocorre a flexão dos elementos formadores, que se mantêm invariáveis. Isso ocorre em frases substantivadas e em substantivos compostos por um tema verbal e uma palavra invariável ou outro tema verbal oposto:

  • o disse me disse – os disse me disse;
  • o leva e traz – os leva e traz;
  • o cola-tudo – os cola-tudo.

Regras de formação do plural dos substantivos simples

As regras acima expostas se referem à formação do plural dos substantivos compostos. As regras de formação do plural dos substantivos simples são diferentes.

A principal regra de formação do plural indica que se deve acrescentar -s à palavra no singular. Há, contudo, diversas particularidades conforme as terminações das palavras.


“Até a” e “até à” | NITRODICAS

“As autoridades (…) poderiam condená-lo até à pena de morte.”

A frase acima suscita uma questão de emprego do acento grave: afinal, a crase ocorre ou não antes de “pena de morte”?

Sabemos que a crase, fusão de duas vogais numa só, ocorre hoje sobretudo quando a preposição “a” e o artigo definido “a” se encontram. Quando o termo regente requer a preposição “a” (condenado “a”) e o termo regido requer o artigo “a” (“a” pena de morte), a crase ocorre. Eis, portanto, uma situação simples de ocorrência da crase: “Fulano foi condenado à morte”.

Por outro lado, não são poucas as vezes que vemos redatores, inadvertidamente, usarem o acento grave em construções do tipo “a reunião estendeu-se até às 18h”. Num caso como esse, não ocorre crase. O numeral que indica as horas é obrigatoriamente antecedido de artigo (“as 18h”), mas, para que ocorra a crase, é necessário haver também a preposição “a”. Esta, nessa construção, cedeu seu lugar à preposição “até”, que indica limite. Daí não haver crase. O mesmo vale para sequências como “reunião marcada para as 15h”, “esperava desde as 10h” etc.

Dito isso, há quem faça o raciocínio rápido: “não existe até à”. E é aí que mora o perigo. No caso das horas, isso é válido porque a crase ocorre quando as horas integram uma locução adverbial de tempo (“O evento começou às 19h”). Observe que a preposição “a” faz parte da locução (não é uma preposição exigida pelo verbo anterior).

A preposição exigida pelo termo regente (“condenado a”) não pode ser substituída por outra (não existe algo como “condenado até”). A palavra “até”, por sua vez, nem sempre é uma preposição. Pode ter valor de advérbio (de inclusão), como na célebre frase de Júlio César: “Até tu, Brutus?”, caso em que poderia ser reforçada pelo advérbio “mesmo” (Até mesmo tu, Brutus?).

Voltamos, assim, à nossa frase inicial, em que “até” é um advérbio (tem valor de “até mesmo”) e, portanto, não interfere na regência do verbo “condenar”, que exige a preposição “a”. Assim, vemos que a frase está correta.



Diary of a Lost Girl (1929) – G.W.Pabst

AP-FRAME-684K-louise-brooks-diary-of-a-lost-girl

Um dos grandes clássicos do cinema mudo, e o segundo grande filme da lendária musa feminista Louise Brooks. Conta a trágica história de uma jovem que, depois de engravidada por causa de um estrupro, é colocada por sua família em uma “casa para jovens” horrenda.

Incrivelmente atual, e Lousie Brooks tem um carisma impressionante, não dá para tirar os olhos dela, nos momentos em que ela aparece na tela.
Recomendadíssimo! Mais um filme da lista dos 300 grandes filmes feita pelo lendário crítico Roger Ebert.


La Collectionneuse (1967) #filmedearte #drama #francês #nouvellevague

LaCollectionneuse(1967)_3

Um filme sobre a condição humana e o eterno desentendimento entre os sexos, com o tom existencialista presente na maioria dos filmes da new wave francesa. Fascinante, uma fotografia impressionante e sequências muito interessantes de filmagem, a cena inicial é famosa e lendária no cinema de arte.
O filme, que é basicamente dois homens “meio que” disputando as atenções de uma jovem de vinte anos sexualmente liberada, fascina pela narrativa bem literária, que, ao meu ver, reflete a encrenca dos jovens dos anos 60, pegos no meio da revolução cultural dos costumes, da sexualidade, e da perda das antigas referências de comportamento.
Sensacional, mas recomendo para quem curte a New Wave francesa.
Mais um filme da lista do Roger 🙂
http://www.rogerebert.com/great-movies

Floating Weeds 1959 ‘浮草’ Diretor Yasujirō Ozu #japão #drama Assistido 25/03/17

floatingweeds
Belíssimo filme do mestre supremo do cinema japonês, Yasujiro Ozu. Uma história universal, de conflito de gerações, com um velho ator, que lidera uma trupe de artistas, tendo que lidar com um segredo de seu passado, um filho bastardo que deixara em uma vila de pescadores.
Como todos os filmes do Ozu, Floating Weeds lida com dramas familiares, mas sem apelar para o melo drama, e com muito humanismo e contemplação. Seus filmes tocam fundo por serem universais, lidando com relações familiares e com o agri-doce da vida.
Recomendo!

Harakiri (Japão, 1962) – Dir. Masaki Kobayashi | Assistido 27/03/2017

b25695d1c37c2938a2f70407b8879fe4

Um dos melhores filmes de samurai de todos os tempos, ou melhor, um filme que desconstrói o código de honra dos samurais revelando a crueldade por trás de seu militarismo e da rigidez marcial.

Dirigido pelo mestre Masaki Kobayashi, que, como um pacifista e ex-veterano da Segunda Guerra Mundial, criticava duramente o código do Bushido, um dos elementos da cultura japonesa que levou ao militarismo nacionalista, Harakiri é uma obra prima de roteiro, atuação, fotografia e força dramática.

O roteiro é um primor, ao mesmo tempo que critica a rigidez e falta de empatia do mundo dos samurais, contém cenas de duelos, muita pancadaria e sangue, e histórias de cortar o coração.

O filme lida com dilemas éticos e mostra dois pontos de vista diferentes sobre o mesmo dilema, forçando o expectador a tomar um partido.

Seu tema principal do filme, e que se repete na obra de Kobayashi, é o problema da adesão fanática aos códigos de honra do Bushido, concedendo-lhes um valor maior do que a própria vida, e que acaba matando qualquer tipo de valor humanista em uma sociedade.

A classe samurai eventualmente criou a classe militarista japonês, cujos membros eram tão doutrinados com o culto dos seus superiores que as mortes dos pilotos kamikazes, por exemplo, não eram vistos como atos militares, mas como uma morte honrada e por isso desejada.

E Harakiri revela tudo isso, dentro de uma história sensacional e dramática!

Recomendadíssmo, maravilhoso!


My Night at Maud’s – Ma nuit chez Maud  – Minha Noite Com Ela (1969) – Eric Rohmer #drama #filmedearte #nouvellevague #cinemafrancês #anos60

maud

SINOPSE
Jean-Louis é um fervoroso católico que encontrou a sua parceira ideal, Françoise, na celebração de uma missa. Ele encontra-se com Vidal, seu amigo, que o convida para conhecer a sua atual namorada, Maud. Após passarem a noite a discutir filosofia e religião, Vidal volta para casa e deixa Jean-Louis e Maud sozinhos.
RESENHA
A obra-prima de Eric Rohmer, uma das primeiras representações realistas da relação entre homens e mulheres no pós-revolução cultural dos anos 60.
O filme mostra, com uma sutileza inigualável e grande realismo, os jogos psicológicos entre um homem e uma mulher solitários, e o conflito entre os novos comportamentos das mulheres emancipadas, com os valores tradicionais da igreja católica, do que é apropriado ou não no relacionamento entre os sexos, internalizados pelo protagonista masculino.
Os diálogos são inteligentes, o filme ainda traz uma discussão sobre a aposta de Pascal, que postula que há mais a ser ganho pela suposição da existência de Deus do que pelo ateísmo, e que uma pessoa racional deveria pautar sua existência como se Deus existisse, mesmo que a veracidade da questão não possa ser conhecida de fato.
No caso do filme, a questão de Deus é substituída pela questão do Amor Verdadeiro, algo que o protagonista, ao meu ver, falha em compreender.
Excelente filme!

Sunset Boulevard – Crepúsculo dos Deuses (1950) – Billy Wilder #drama #noir | NITROFILMES

Sunset_Boulevard-276882384-large
“Sunset Boulevard” de Billy Wilder narra a história de uma estrela esquecida do cinema mundo em pelos anos 50, vivendo no exílio em sua grotesca mansão, assistindo diariamente seus velhos filmes e, sonhando com um retorno. Mas é também uma história de amor, o que faz com que a narrativa não descambe para um show de horrores.
Gloria Swanson rouba todas as cenas como a lendária estrela Norma Desmond, fantástica em seus maneirismos teatrais e suas ilusões grandiosas. William Holden faz o difícil papel do jovem escritor que se envolve com Norma seduzido pelo seu dinheiro. E, completando esse filme perfeito, está a performance de Erich von Stroheim, como Max, mordomo fiel de Norma Max, que a mantém em uma espécie de “realidade virtual”, escrevendo cartas fictícias de fãs imaginários que ainda se lembram dela.
Recomendadíssimo!

Veronika Voss – O Desespero de Veronika Voss (1982)

Die Sehnsucht der Veronika Voss (original title) – Rainer Werner Fassbinder #drama #crime #noir

Um dos melhores filmes do grande Fassbinder, um noir do pós-guerra da Alemanha, baseado na história verdadeira da atriz Sybille Schmitz, famosa por sua atuação em Vampyr (1930), de Carl Dreyer e no filme de propaganda nazista Titanic (1943).
O filme conta a trágica história de Veronika Voss, uma atriz que foi famosa durante a grande guerra mas que acaba se tornando dependente de morfina e caindo nas garras de uma gangue de aproveitadores lideradas por uma psiquiatra.
Claramente inspirado pelo Sunset Boulevard, Veronika Voss é visualmente impressionante, com Fassbinder usando ângulos loucos, e que claramente influenciaram Frank Miller e seu Sin City. A narrativa e os diálogos são inteligentes e com muitos subtextos. Por exemplo, eu vejo a Veronika Voss como uma metáfora sobre uma parte do povo alemão no pós guerra, ainda em um estado de fuga e com dificuldades de aceitar as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra.
Um filme instigante, estranho, uma espécie de história de amor sem amor, e uma história de mistério onde o mistério é revelado logo de cara! Noir de elite! Recomendadíssimo!

The Match Factory Girl – A Mocinha da Fábrica de Fósforos – Tulitikkutehtaan tyttö (1990) #crime #drama

17835131_10155154190153486_3607296593102679465_o

O mais aclamado e famoso filme do diretor finlandês Aki Kaurismäki conta a história de uma jovem trabalhadora de uma fábrica de fósforos e o mundo sem empatia alguma em que vive. É um filme diferente e intrigante, quase sem diálogos, e que segue uma narrativa cruel. A câmera é meticulosa e objetiva, quase não se move, o diretor é desapegado de seus personagens ao mesmo tempo que oferece a protagonista para o julgamento do público.

Excelente filme, inspirado no conto de Andersen sobre a Garota e a Caixa de Fósforos.


Drifting Clouds- Kauas pilvet karkaavat’ -Nuvens Passageiras (1996) Directed by Aki Kaurismäki
17854703_10155160604843486_8981364692894020672_o.jpg
Mais um filme da minha atual obsessão com o mestre do cinema finlandês Aki Kaurismäki. Um filme “fofucho” demais, sobre um casal de azarados enfrentando problemas financeiros pauleiras, passando por um desastre depois do outro.

Uma comédia inteligente e elegante, com o estilo doidimais do Kaurismaki, câmeras paradas, silêncios constrangedores, uma edição clássica e impecável das cenas.

O filme é um tributo ao espírito humano, daqueles que restaura a fé na humanidade.

Recomendo!

Carmina Burana – Ray Manzarek (1983) | NITROMUSIC

Versão jazz-fusion de Carmina Burana tocada por Ray Manzarek, o tecladista do THE DOORS!

1 In the Tavern: Boiling Rage (Estuans Interius)
2 In the Tavern: The Roasted Swan (Olim Lacus)
3 In the Tavern: In the Tavern (In Taberna)
4 The Court of Love: Love Flies Everywhere (Amor Volat)
5 The Court of Love: A Young Girl (Stetit Puella)
6 The Court of Love: Come, My Beauty (Veni Veni Venias)
7 The Court of Love: The Lovers (Blanziflor et Helena)
8 Destiny: Ruler of the World – The Wheel of Fortune (O Fortuna)

Érika & Newton – Inglês por Skype

erika-e-newton-ingles-por-skype
Aulas TODOS OS DIAS, de 7 às 23 horas!

Para aulas de Inglês Individuais por Skype e fazer UMA AULA EXPERIMENTAL GRATUITA, basta entrar em contato no prof.newtonrocha@gmail.com ou no whatsapp (31) 9143-7388. PREÇOS ACESSÍVEIS!

Saiba mais sobre as minhas aulas de inglês, incluindo preços, nesse link: https://goo.gl/F79OqK

O conteúdo programático do nosso curso pode ser lido nesse link: https://goo.gl/pzSJDt

Meu currículo completo pode ser lido nesse link:
https://goo.gl/ReJafX

As recomendações e depoimentos de vários dos nossos alunos podem serem lidos nesse link:
https://goo.gl/6vreb2

Visite o nosso Blog Melhore Seu Inglês:
https://melhoreseuingles.wordpress.com/

Curta Nossa página no Facebook:
https://goo.gl/qcPQUK

Nosso Canal no Youtube – Melhore Seu Inglês:
https://goo.gl/KYns5i

Anúncios

2 comentários em “Diário do Marca da Caveira, Filmes e Dicas de Português!| NITRONEWSLETTER #52 #marcadacaveira #legião #olddragon

    1. As mesmas de sempre para todo tipo de narrativa. Recomendaria a leitura de clássicos da literatura erótica para se acostumar com o estilo e ver suas possibilidades. E o de sempre, escrever e reescrever até ficar pronto! 🙂

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Melhore Seu inglês PODCAST

A podcast to help you improve your ENGLISH! With Teachers Érika and Newton! :)

Marca Livro

A arte de criar histórias em prosa ou verso

Dan de Paula

Onde meus sonhos viram contos

Foto-Ficção

nem ilustração, nem legenda

De Tudo Um Pouco

Blog Criado Para Demonstrar Tudo e Um Pouco Mais

Corra Igor, Corra

"Eu quero fazer silêncio, um silêncio tão doente do vizinho reclamar!" - Chico Buarque

Blog do Palhão

Aleatoriedades de uma vida não-determinística

Bloguindo

Quem quer passar além do Bojador/Tem que passar além da dor (Fernando Pessoa)

Livros, Rock e mais

Um blog sobre livros que gosto, rock e música e aleatoriedades

Devir

O que vejo, sinto e imagino em letras.

Quanto a mim

... Sou um pouco de sol e terra, céu e mar, revelando-se em textos literários para quem quiser acompanhar.

Nana Carvalho

Romancista

Viajando por outros mundos

Um blog feito om o intuito de falar sobre a magia,a magia da leitura.

Escrevedora

Uma escrevedora meio vaga. Escrevedora sim, não é erro de português, escritor é quem vive de seus belos e bons textos. Eu não, eu só escrevo compulsivamente quando preciso.

Satisfação Desinteressada

A simples safistação da reflexão livre de nenhum interesse

blog do zica

NOTICIAS,POLITICAS,ESPORTES E MUITO MAIS IMFORMACAO SOBRE O TOCANTINS E EM TODO BRASIL.

A Taverna

Ficção Especulativa Brasileira e Dicas de Escrita!

Bela Oração Blog

Dicas, Opiniões e Lições sobre Livros, Filmes, Seriados e Fé.

Melo e Mulkey

Melo e Mulkey

My Tales!

Journey of my life...

Wesley Blog

Just another WordPress.com weblog

adanibella

Todo dia é dia de poesia.

De Alice ao infinito

Cantinho de leitura das obras da autora Brenda Chaia. De Alice ao infinito te levará a grandes e inesquecíveis histórias. Seja bem vindo: há um mundo novo a sua espera.

Vamo Que Vamo

Um blog de tudo um pouco, feito com muito amor!

UMBIGO

Em debandada!

Gilmar Designer

criando a todo momento

Tanakando

Diário de um bookworm intenso

Saga Quebrado

A modern business theme

Lado A Lado B Comunicação com voz ativa

Blog especializado em comunicação, comportamento e empreendedorismo

Old Dice

Os velhos dados ainda contam historias.

Covil do Lord

De uma forma original e descontraída criamos um canal no "YOUTUBE"

Pão de Canela e Prosa

Onde as palavras têm sabor

Me desculpem, não foi de propósito!

Devaneios irreais sobre uma vida real.

Maria dos livros

TUDO SOBRE LIVROS! ( RESENHAS, CLUBES DE LIVROS )

%d blogueiros gostam disto: